Loki – Episódio 1: Glorioso Propósito | Análise

 

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Loki é a terceira série da Marvel Studios no Disney+. Mais um projeto audacioso que promove conectar o universo de streaming e cinema nos próximos anos. Sem dúvidas, se trata da série que não sabíamos o que esperar, já que o ciclo do Deus da Trapaça parecia ter chegado ao fim após sua morte em Vingadores: Guerra Infinita. Contudo, após a viagem no tempo dos Vingadores em Ultimato, abriu-se uma possibilidade para o retorno do asgardiano.


O primeiro episódio intitulado “Glorioso Propósito” começa a logo após a fuga de Loki com o Tesseract, onde se abriu uma ramificação na linha temporal. Há uma breve recapitulação com cenas de Os Vingadores (2012) vistas em Ultimato (2019) quando o assalto no tempo dá errado e Loki acaba fugindo com joia infinita e se teletransporta para o vasto deserto de Gobi, na Mongólia. Ele é rapidamente apreendido e levado pelos agentes do TVA, a Autoridade de Variância do Tempo, que faz sua estreia no MCU. Assim como nos quadrinhos, o TVA tem a função de manter a ordem do tempo e espaço. Se algo for feito para alterar o curso da história ou o curso do tempo, eles capturam o responsável e o julgam.

Ou seja, não estava no curso da história que Loki fugisse de Nova York com o Tesseract, já que o curso da história era sua morte. Ele acabou criando um multiverso (ou uma linha alternativa) da linha do tempo que estamos vendo nos cinemas. Os Multiversos não podem existir e são interrompidos pelos agentes do TVA. Eles respeitam ao máximo as ordens ditadas pelos Guardiões do Tempo, que pregam uma única existência conhecida como Linha do Tempo Sagrada. Qualquer coisa que se desvie desse caminho é neutralizada e redefinida.


Falar de linha do tempo, universos alternativos, sempre criam uma certa bagunça. É natural. Em Loki, todo o contexto dos Guardiões do Tempo, TVA e multiverso são bem explicados. Méritos do roteirista e produtor Michael Waldron, que aproveita ao máximo toda a bagagem do MCU. É deveras importante ter assistido Vingadores: Ultimato, destacando o diálogo entre a Anciã e Bruce Banner, quando ela explica a existência de uma única linha temporal. Isso já explica porque o TVA nunca interferiu no salto temporal dos Vingadores e na viagem do tempo de Steve Rogers. Não houve alteração. Tudo permaneceu no seu devido lugar.


Tom Hiddleston entrega novamente uma incrível performance. Ele surpreende ainda mais, já que sua interpretação é a de Loki de 2012, o vilão. Pode parecer simples, mas houve uma certa evolução no personagem, que se tornou nos últimos filmes um anti-herói. Foi como se ele voltasse no tempo ao interpretar novamente um antagonista. Também chama a atenção o excelente trabalho de maquiagem para que ele ficasse da mesma forma que estava em 2012.


Loki - Episódio 1 | Crítica 

Owen Wilson faz sua estreia no MCU em um papel que caiu como uma luva para ele. Mobius tem um humor ágil e sarcástico que somente um ator desse calibre conseguiria desempenhar com tamanha desenvoltura. Os diálogos entre Moebius e Loki são o grande destaque em “Glorioso Propósito”. Mobius não se intimida com a figura do Deus da Trapaça, demonstrando ter encarado figuras mais perigosas. De forma sarcástica, ele questiona os motivos e desejos de Loki em sua busca pelo poder. Contudo, Loki é uma figura sagaz e está a todo instante estudando Mobius, o TVA e o ambiente que está preso. O desfecho é simplesmente genial.


Misturando humor e elementos de ficção-científica (que vão deixar muitos fãs de Doctor Who felizes), a série brinca com o infame D.B Cooper, um criminoso da vida real que sequestrou um avião e nunca foi encontrado. A série mostra que a figura misteriosa era Loki, que assaltou o avião fruto do resultado de uma aposta perdida com Thor.


Com 50 minutos de duração, a série deixa algumas piscadelas. A figura do Pesadelo é mencionada, Mephisto (sim, novamente!), o vilão Kang e uma gama de possibilidades já que o multiverso agora é uma realidade. O final do episódio deixa um grande gancho para a grande ameaça da série. O próprio Loki. Ou seria Lady Loki?


O primeiro de seis episódios foi além das expectativas, mostrando que a Marvel Studios tem extremo controle do terreno que está pisando







Fonte: Poltrona Nerd

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