"Falcão e o Soldado Invernal" estreia com cena de ação mirabolante e foco na história dos personagens

Chuck Zlotnick / Marvel Studios


O primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal chegou ao catálogo do Disney+ nesta sexta-feira (19) e provou que a série da Marvel não veio para brincar. Logo nos primeiros episódios, uma cena de ação eletrizante com batalhas corpo a corpo, tiros, quedas no ar e diversas explosões já prendeu a atenção dos telespectadores e definiu o nível do seriado no padrão de qualidade da Marvel.

Aliás, é difícil não comparar a série com a produção que lançou a 4ª fase do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) nas televisões. Enquanto WandaVision, série que contou a trajetória da Feiticeira Escarlate, começou em tom calmo e cômico, demorando alguns episódios para que as batalhas reais realmente começassem, a história é bem diferente com o seriado de Sam e Bucky.

Logo de cara, é seguro afirmar que podemos esperar muita ação e aventura nessa nova trama. Mas, antes, que tal descobrir tudo o que rolou neste episódio de lançamento?

Recap: veja como foi a estreia de Falcão e o Soldado Invernal no Disney+

Logo de cara, há uma sequência de ação de oito minutos no primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal. Trata-se de um começo promissor para a estreia da série: há uma perseguição alucinante e acrobática no espaço aéreo, que envolve herói alado, avião, helicóptero, tiros, explosões e resgate. Algo típico e até esperado de uma produção do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) — a série WandaVision, encantadora em sua estranheza, foi fora da curva. Porém, a calmaria toma conta do restante do primeiro capítulo da atração, e o episódio acaba servindo mais para reintroduzir personagens.

Com seis episódios, que serão disponibilizados a cada sexta, a série se passa pouco tempo após os acontecimentos de Vingadores: Ultimato. É um mundo pós "blip" (denominação para o estalar de dedos de Thanos), que sumiu com metade da população por cinco anos. No final do filme, após o triunfo sobre Thanos e o universo ser reestabelecido, o Capitão América (Chris Evans) volta ao passado para viver ao lado de sua amada, Peggy Carter (Hayley Atwell). Steve Rogers deixa no presente seus dois parceiros: Sam Wilson (Anthony Mackie), também conhecido como Falcão, e Bucky Barnes (Sebastian Stan), o Soldado Invernal.

Dando continuidade ao legado do Capitão América, Falcão é um agente do governo dos Estado Unidos que enfrenta ameaças ao redor do globo — aquela coisa do Tio Sam ser o xerife do mundo também rola no MCU. Ele recebeu o escudo de Steve Rogers no final de Ultimato, mas como não se sente apto para usá-lo, o vingador doa a arma para um memorial. Neste primeiro episódio, Sam descobre a existência da LAF, uma organização com objetivo de se aproveitar do caos para fazer dinheiro, e dos Apátridas, um grupo de terroristas que entende que o planeta estava melhor durante o blip e busca estabelecer uma nova ordem mundial. 

Ao mesmo tempo, Falcão tenta ajudar a sua família a superar problemas financeiros: em visita a sua irmã, ele tenta conseguir um empréstimo, que é negado. É mais fácil para Sam lidar com mercenários no ar do que com um banco. 

Por outro lado, Bucky é um homem fora de seu tempo: tem 106 anos com corpinho de 38 (idade do ator). Ele era amigo de infância de Steve Rogers, mas foi transformado no Soldado Invernal. Após se redimir ao longo do MCU, o soldado tenta se adaptar a sua nova realidade. Arrependido dos crimes do passado, Bucky faz terapia tentando encontrar perdão. 

Solitário e inquieto, o soldado até tenta seguir em frente: tem seu amigo idoso, o rabugento Yori (Ken Takemoto), e até se permite usar um site de encontros — embora não tenha curtido a experiência, alegando ter visto "muitas fotos esquisitas". Encontro mesmo ele tem com a dona de um restaurante, a simpática Leah (Miki Ishikawa), mas desiste abruptamente ao sentir um incômodo. Bucky leva uma vida mundana, porém carregando a sensação constante de não se encaixar naquele universo.

Sam e Bucky ainda não se encontram no primeiro episódio. Em trechos de capítulos posteriores divulgados pela Marvel, os dois ostentam boa química com suas personalidades distintas, entregando diálogos divertidos. A comédia — um dos pilares da fórmula do MCU, ao lado das cenas de ação mirabolantes e efeitos visuais caríssimos — aparece em um breve momento ou outro na estreia. 

Dirigida por Kari Skogland (The Handmaid's Tale e The Walking Dead) e com roteiro assinado por Malcolm Spellman (Empire), Falcão e o Soldado Invernal carrega o peso de estrear duas semanas após o último episódio de WandaVision, em que a Marvel foi corajosa entregando uma homenagem aos sitcoms americanos. Na nova empreitada, o estúdio volta a trabalhar com sua fórmula mais convencional. O primeiro episódio já foi uma amostra disso, embora tenha servido mais para colocar as cartas na mesa, aprofundando a história dos protagonistas e expondo seus anseios. 

A série pode ser vista como uma puxada no freio de mão da ousadia depois de WandaVision. Após dois passos para frente, um para trás. É como um time de futebol jogar retrancado em seu estádio após ter aplicado uma goleada vistosa na casa do adversário. Contudo, com base no primeiro episódio, Falcão e o Soldado Invernal pode ser visto também como promissor. Se apenas seguir a fórmula MCU, vai atender a muitas expectativas. São as mesmas que lotavam cinemas e enchiam os bolsos do estúdio, atingido cifras astronômicas de bilheteria. Ou seja, é possível golear na retranca. 












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